sexta-feira, 26 de novembro de 2010

nem só de água salgada vive o mar. nem só de aperto vive o peito, mas vive.

sábado, 6 de novembro de 2010

365 dias

"O problema é que eu te amo
Não tenha dúvidas pois isso não é mais secreto
Juntos morreríamos, pois nos amamos
E de nós o mundo ficaria deserto
Eu vejo nossos filhos lembrando
Com os seus filhos que já teriam seus netos."

Nando Reis - Com você o meu mundo ficaria completo

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

e daí que a porra do cursor preto fica aqui piscando na página branca e a massa cinza não processa nada. tudo azul? que nada, tá tudo preto, tá tudo preto por aqui.

muita informação, preciso ler muito.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Anotações num caderno qualquer

Fechou os olhos e já não estava mais ali. Como um corte cinematográfico, acordou num palco completamente iluminado. Sem cenário, porém iluminado. Pensou se tratar do monólogo da sua vida mas não havia platéia. Não tinha porque ensaiar, afinal, quem a julgaria se errasse? Respirou fundo e começou a falar tudo o que vinha a cabeça. Falou do gosto do bolo da avó, do cheiro da infância, das brincadeiras, do primeiro e tão presente amor... Tão presente porque ele nunca a abandonara.


Ninguém é capaz de ser por você.
Eu não estou aqui.
A verdade é consensual e democrática?!
This is not a game.


08/10/2009
Quase um ano. Tantas coisas...

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Estava com medo e isso era bem claro. Conseguia mostrar no rosto aquilo que as palavras não coseguiriam dizer se saíssem da boca. A tensão pré-alguma-coisa sempre deixava as unhas roídas, os cabelos mais brancos, as rugas mais intensas e aquela cara sisuda durante todo o tempo. "Até dormindo tem a cara amarrada", dizia a mulher quando acordava de madrugada pra ir beber água e olhava pro marido deitado ao seu lado.

O que preocupava o senhor Félix era sempre a mesma coisa: todo mês havia um campeonato de buraco na vila e ele sempre ía pras finais com a sua dupla, o senhor Álvaro. O problema é que eles sempre eram derrotados na grande final e tinham que esperar por mais um mês até que chegassem novamente na final e tentassem ganhar algum título. Félix e Álvaro eram grandes amigos, desde a infância. O Seu Félix era um cara mais fechado, mais na dele e por isso as rugas já apareciam em seu rosto denunciando o comportamento "amarrado" de ser. Seu Álvaro era o oposto. Com tanta alegria de viver e tanta disposição, ostentava apenas uma calvice breve e os dentes amarelados por causa do cigarro que não saía da sua boca. Os dois chegaram pra morar na vila no mesmo ano, em 1952 quando os seus respectivos pais se aposetaram da Marinha e ganharam uma casinha na vila dos marinheiros para viver pelo resto da vida. Os dois cresceram juntos, compartilharam uma vida inteira e adolescência juntos. Seu Félix herdou do pai a casa e, desde que se casou a dona Madalena, mora por lá. Os dois não tiveram filhos. Seu Álvaro chegou a sair de casa quando grande mas voltou pra cuidar da mãe doente e depois da morte dela, continuou por lá.

Os dois tinham a mesma rotina de 'velhinos saúde' e caminhavam pela manhã todos os dias. Jogavam conversa fora no balanço do jardim e vez ou outra arrumavam a garagem, o jardim, pintavam um portão... Nas noites de terça era o clássico campeonato de buraco, organizado por tabelas de classificação e por níveis de dificuldade, os dois eram do tempo da fundação do campeonato. Seu Álvaro até já tinha sido presintende do clube do buraco, mas hoje era apenas um jogador e a dupla oficial de seu Félix. Pois bem, era final de campeonato e os dois estavam nas semi-finais do campeonato, se ganhassem hoje já garantiam vaga na final da semana que vem e eles ganharam. Durante uma semana seu Félix ficava de cara amarrada, mais calado do que nunca e mirabolando jogadas imaginadas e fantásticas para vencer a dupla adversária. Ele tinha até o truque pra conseguir pegar o morto antes do tempo fazendo apenas uma sequência real limpa. Tudo armado, tudo pronto em sua cabeça, mas jogo é jogo e a única regra que existe é a sorte.

Seu Félix estava com medo. Ele sempre ficava com medo antes das partidas porque levava aquilo muito a sério. E hoje como era de se esperar eles pederam outra vez, embora seu Álvaro tivesse chegado muito perto de bater por duas vezes. Seu Félix sempre levantava da cadeira com muita raiva e ía embora pra casa sem dar boa noite aos companheiros. Seu Álvaro sempre ficava pra discutir as jogadas com os vencedores e fumar mais um cigarro até ir pra casa.



[faz tanto tempo que eu fiz que perdi a vontade de terminar. fica aqui pro futuro, quem sabe]

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

ok, a culpa não é minha, mas o texto tá pronto e o blogspot não me deixa colar ele aqui. como fas/

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Gosto do escuro.
E é por isso que prefiro que as despedidas sejam cegas, surdas e mudas. Elas devem acontecer sem aviso prévio, sem antecipação. As despedidas de amor, que doam todas elas, deveriam somente existir na imaginação de quem fica, no coração de quem vai. Elas corroem quando são vividas, destroem quando são descobertas, por isso que digo: se quer ir embora, vá. Não me avise. Eu não quero saber onde e nem por que, não me interessam os seus motivos. Quer ir embora? Vá!

Suma de mim como as tampas de caneta bic somem, repentinas e quebradas. Corra daqui na velocidade da luz, que é muda. Eu não quero ter que ouvir sua boca dizendo "adeus" pros meus ouvidos, tampouco os seus passos indo cada vez mais longe. Irrita-me as chaves balançando atrás da porta da sala e o barulho da porta do elevador. Corre. Desaparece. Vira pó, ao menos ele é mudo. Vai e não olha pra trás.

Quando estás perto é iminente o momento de ir-se. E quando vais não me deixas ir junto, não me levas. Afinal, se me levas não vais, vamos. E eu não quero ir, eu quero ficar para apagar a luz e tomar o útimo gole da cerveja desta mesa. No escuro.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Pedir desculpas depois de tudo aquilo feito era muito fácil, era mais fácil que tirar doce de criança. No entanto, foi difícil sim pensar em outra possibilidade que não o pedido de desculpas para ver se amenizava aquela dor injusta de sentir. Aquela dor dos dois, aquela dor malvada.

O tempo cura, fortalece e mata.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

tu, tu, tu, tu, tu...

Existe tecla SAP?
Como dizer com palavras aquilo que não se explica com elas?
Pode chamar um tradutor, sim?
É possível mudar de estação quando quer ou teremos que esperar bastante tempo pra isso?
Funciona sem sinal?
Tem garantia se quebrar?
Pode trocar se não gostar?
Quanto tempo dura em média?

Alô? Alô?
Moça, me responda!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

era louco, infantil e descabido.
era tolo, inútil e infundado.
era chato, pequeno e pobre.

é ciúmes.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Sono.
Havia caído na cama um dia antes e dormido direto, umas 22 horas. Acordara cansada e sabe deus porque, foi tomar banho, café e despertar. Na sala, a tv ligada e aquela busca random por alguma coisa que prestasse era infinita, tipo um looping. Cansou da tv, ligou o rádio e foi ouvir as notícias da periferia. Achou chato. Agora que já estava acordada e pra completar, sem sono, resolveu escrever uma carta pra mãe contando como as coisas estavam, como estava indo na faculdade e que viver fora do país é realmente, muito complicado. Sentou a bunda na cadeira, agarrou lápis e papel e danou-se a escrever aquela imensa carta-noticiário pra pobre mãe do outro lado do oceano. Depois de algumas horas, folhas amassadas pelo chão e várias pontas carcomidas de lápis, julgou ter terminado a cartinha. Nos correios, selou e mandou.
Algum tempo atrás, sabe-se lá quando, a mãe havia ligado pra xingar ela e dizer que ela era uma filha mais que ingrata, malvada. Que não mandava sequer o dinheiro da escola da menina e que morar na europa só poderia ser muito, mas muito fácil. Mais fácil ainda era virar garota de programa.
Quando voltou dos correios, fumou aquele último cigarro e tocou fogo no próprio apartamento.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Ninguém tinha nada a ver com isso, era óbvio, mas a necessidade de compartilhar tal acontecimento era maior que a não necessidade do mundo inteiro saber. Não sabia como iria fazer isso, se colocaria no jornal, compraria por um preço nada baixo um outdoor numa das mais movimentadas avenidas da cidade, se distribuiria 10.000 panfletos por semanas a fio, se invadiria alguma rede social, se colocaria comerciais nos rádios e nas emissoras de tv. Nada. Nada disso fazia sentido, nada disso parecia eficiente para que o mundo inteiro soubesse o que tinha a dizer. Tinha que encontrar um jeito fácil, rápido e que fosse de fácil compreensão, já que tinha que contar aquele fato de modo que todos pudessem compreender o que se passava ali.
Resolveu que iria se fantasiar com uma placa, tipo aquelas de anuncios do centro da cidade, e que vagaria pelo resto da vida vestindo aquilo. Por onde quer que fosse, seria a história viva daquele acontecimento, até que morresse e que a história fizesse parte do imaginário das pessoas e fossem repassadas como lenda, de pai pra filho.
Dito e feito. Uma semana depois, estava vagando pelas ruas de bairros diferentes, todos os dias, contando com o seu corpo a tal notícia que o mundo inteiro precisava saber. Morreu como indigente, sem dinheiro e sem amigos, porém dona da maior farsa de todos os tempos. Sabia contar mentiras como ninguém e conseguiu enganar a todos por onde passou com a placa que dizia: "eu sou uma boa pessoa".

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Lista nº 1

- Escanear as fotos
- Médicos, muitos médicos
- Estágio (pendências, possibilidades)
- Presentes: Bia, Dia dos Namorados, Cyba
- Dívidas: Mãe, Cartão de crédito
- Devedores: Os mesmos
- Regime now

Da série 'listas são feitas para serem riscadas'

quarta-feira, 28 de abril de 2010

É uma mistura de tristeza e culpa, eu acho. É alguma coisa entre: não saber dizer e nunca ter sentido. Como pode?

sábado, 24 de abril de 2010

Daí que hoje de noite, mais cedo, eu havia pensado num mote pra escrever aqui. Esqueci.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Haicai que não cai.

Pior não é nada.
É saber que pela frente
Ainda tem uma longa estrada.



[eu adoro sentar na frente do computador e as idéias sairem da cabeça direto pros dedos, sem intervalo comercial.]

terça-feira, 16 de março de 2010

Foi como se todas as palavras plantadas tivessem sido arrancadas pela raiz.
E mesmo depois de regadas, aquela chuva tratou de afogá-las.
Eu te amo,
E depois: o que isso quer dizer?

Eu não quero ter que explicar o meu amor.

sábado, 6 de março de 2010

Ela não sabia cantar a música toda e ficava repetindo mil vezes a mesma parte. Não enjoava. Até porque aquela parte tinha um significado enorme, causava um rebuliço de memórias e de coisas boas.
Depois dali, resolveu ser cantora.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Hoje seria um bom dia, mas o ônibus lotado e calorento fez da manhã uma manhã chata e com sono. Ainda que o ônibus não estivesse lotado, a sensação de encarar uma reunião chata com o chefe não era nada agradável. fez um café, fumou um cigarro e esperou que as bombas estourassem em sua cabeça. Depois, foi fazer as unhas porque o dia ainda não havia terminado e a noite seria de arrasar.

Toque o foda-se você também.